Atualizar esta página
Pé de Moleque Astron.
A origem do doce
Pé de Moleque Astron.

De modo bem geral, o pé de moleque é um doce feito com amendoim torrado e açúcar.

É originário da culinária brasileira. Surgiu por volta do século XVI com a chegada da cana-de-açúcar à Capitania de São Vicente, trazida pelo navegador Martin Afonso de Sousa.

O doce surgiu ao misturar o amendoím torrado (produto natural da América Latina) à rapadura, trazido pelos escravos (a rapadura surgiu nas Ilhas Canárias, ao largo de Marrocos).

A fabricação original do doce era através da mistura de amendoins torrados e, às vezes, moídos, a uma rapadura derretida. Tudo era batido em fogo brando até atingir o ponto prévio à cristalização, preferencialmente em um tacho de cobre. A massa final era distribuída sobre uma superfície lisa e fria de pedra. Depois de resfriado o doce adquire a consistência macia que é característica do processo tradicional por incorporar o óleo do próprio amendoim macerado. Quando eram feitos com amendoins moídos, alguns grãos inteiros eram acrescentados à mistura.

Hoje, o processo artesanal foi substituído por outros similares mais fáceis para misturar o açúcar derretido aos amendoins torrados e, em muitas empresas, são acrescentados produtos químicos para aumentar a durabilidade e validade do produto.

Na Astron, não são usados produtos químicos e, apesar de manufaturar o doce em escala industrial, o processo é bastante semelhante às primeiras doceiras para obter um pé de moleque natural e popular.

Cultura Popular
Detalhe do Pé de Moleque Astron.

O pé de moleque é extremamente popular no Brasil, principalmente no sul Minas Gerais.

Nas regiões sul e sudeste do Brasil, o pé de moleque é um doce bastante relacionado às culturas caipira e açoriana.

Em outras regiões do Brasil, o doce sofre variações nos ingredientes de sua fórmula. Na região nordeste do Brasil, em estados como Pernambuco e Alagoas, o pé de moleque é um bolo que faz parte da culinária junina. Ele é feito de massa de macaxeira acrescido de outros ingredientes como café, castanha, cravo, erva-doce entre outros. Este pé de moleque é preparado com massa puba (massa de macaxeira que passou pelo processo de fermentação), açúcar, ovos, manteiga ou margarina, coco ralado e leite. Após serem misturados todos os ingredientes, a massa é colocada em porções geralmente ao comprido e enrolada na folha verde da bananeira, e em seguida é assada no forno.

O pé de moleque em outros países
Chikki, o Pé de Moleque na Índia.
Chikki,
o Pé de Moleque na Índia
Torrões de Amendoim, o Pé de Moleque em Portugal.
Torrões de Amendoim,
o Pé de Moleque em Portugal
O pé de moleque é, também, bastante popular em outros países, mas é na Índia e em Portugal que o doce é mais parecido com o nosso. Na Índia é chamado de chikki e em Portugal, este pé de moleque é conhecido como nougat ou torrões de amendoim.
O nome "Pé de Moleque"
Pé de Moleque Astron.

Não existe uma versão oficial para o nome "pé de moleque". Uma hipótese é que o nome veio da própria aparência do doce que, depois de pronto, tem semelhança com a cor e calos dos pés dos moleques que viviam correndo descalços pelas ruas de terra batida, na época em que o doce começou a ser feito.

Além dessa possibilidade, existe uma história popular que conta o seguinte: quando as cozinheiras das fazendas terminavam de fazer o doce elas o deixavam nas varandas para esfriar. As crianças da vizinhança roubavam o doce e, ao serem flagrados pelas cozinheiras, saiam correndo. Estas, então, gritavam: "Pede, moleque!", avisando-os que não precisavam roubar. Bastava pedir.
 
Com hífen ou sem hífen
A palavra "pé-de-moleque", datada de 1889, a partir do Acordo Ortográfico de 1990, deve ser grafada sem hífen, assim: pé de moleque. Em 2009, O Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras também ratifica as bases do Acordo Ortográfico, estabelecendo que a palavra seja grafada sem hífen.
 
 


Astron Indústria de Doces Ltda.

© Copyright , Astron · Todos os direitos reservados.